Zodiac Killer: O Assassino Que Nunca Foi Identificado e os Códigos Que Desafiaram Décadas de Investigação

Entre 1968 e 1969, pelo menos cinco pessoas foram assassinadas no norte da Califórnia por um homem que se comunicava com a imprensa através de cartas repletas de cifras, charadas e ameaças. Ele assinava suas correspondências com um símbolo: uma cruz dentro de um círculo, semelhante a uma mira de arma. A polícia, os jornais e o público passaram a chamá-lo de Zodiac Killer. Décadas depois, apesar de investigações extensas, análise de DNA e revisões periódicas do caso, sua identidade permanece desconhecida.

As cartas enviadas ao San Francisco Chronicle e a outros jornais continham criptogramas elaborados que, segundo o assassino, revelavam sua identidade quando decifrados. O primeiro deles, um criptograma de 408 símbolos dividido em três partes, foi decodificado em uma semana por um casal de professores no interior da Califórnia. A mensagem revelada não continha nenhum nome, apenas uma declaração sobre o prazer de matar e a crença de que as vítimas serviriam como escravos em outra vida.

Os crimes confirmados

A polícia confirmou oficialmente cinco vítimas mortais e dois sobreviventes. O Zodiac afirmou nas cartas ter matado 37 pessoas, mas essa contagem nunca foi verificada. Os ataques variaram em método e localização, dificultando o estabelecimento de um padrão consistente. Em alguns casos, ele abordou casais em áreas isoladas. Em outro, matou um taxista e usou parte da camisa da vítima como prova de autoria numa carta subsequente.

As comunicações cessaram na década de 1970. Em 2004, o Departamento de Polícia de San Francisco reabriu o caso. Em 2021, um grupo chamado The Case Breakers anunciou ter identificado o Zodiac como Gary Francis Poste, falecido em 2018, mas o FBI e o SFPD não endossaram a conclusão. O caso permanece oficialmente aberto.

Por que o caso persiste na cultura

O Zodiac é um dos raros assassinos que conduziu uma relação ativa com o público através da mídia, usando essa visibilidade como parte do crime em si. As cartas eram calculadas para provocar medo coletivo e demonstrar superioridade intelectual sobre os investigadores. O filme “Zodiac” de David Fincher (2007) é considerado uma das adaptações mais fiéis ao processo real de investigação, mostrando o custo humano de um caso que não se resolve.

Os arquivos originais do caso, incluindo as cartas e criptogramas, estão disponíveis no FBI Records Vault. No Brasil, casos com nível similar de comoção pública, como o do Maníaco do Parque, têm características completamente diferentes mas geraram fascinação parecida pela mente do criminoso e os limites da investigação policial.

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