John Wayne Gacy: O Palhaço que Escondia 33 Corpos Embaixo da Própria Casa

John Wayne Gacy era o vizinho que todo mundo gostava. Empreiteiro bem-sucedido em Chicago, ativo em eventos políticos locais, conhecido por se fantasiar de palhaço em festas de aniversário. Quando a polícia obteve um mandado de busca em sua casa em dezembro de 1978, encontrou o que seria revelado como a maior cena de crime de um serial killer americano até então: 33 corpos, a maioria jovens do sexo masculino, enterrados no subsolo da casa e no quintal.

A descoberta começou com o desaparecimento de Robert Piest, 15 anos, que havia dito à família que iria conversar com um empreiteiro sobre emprego. O empreiteiro era Gacy. Quando os investigadores foram à casa, notaram o cheiro. A escavação revelou os corpos. Vinte e seis estavam no subsolo. Quando o espaço se esgotou, Gacy havia passado a jogar corpos no Rio Des Plaines. Três vítimas nunca foram identificadas.

O julgamento e a defesa de insanidade

Gacy foi julgado em 1980. A defesa argumentou insanidade com diagnósticos psiquiátricos de múltiplos transtornos de personalidade. O júri deliberou por menos de duas horas e o declarou culpado em todos os 33 homicídios. Permaneceu no corredor da morte por 14 anos, pintando quadros de palhaços que chegaram a ser vendidos. Foi executado por injeção letal em maio de 1994, sem nunca admitir arrependimento.

As lições para investigação criminal

O caso Gacy gerou mudanças em como departamentos de polícia tratam desaparecimentos de jovens adultos do sexo masculino. Na época havia tendência de assumir que esses desaparecimentos eram voluntários. Essa suposição atrasou a investigação. O mesmo viés foi identificado no caso de Jeffrey Dahmer, cujas vítimas também eram homens jovens cujo desaparecimento não gerou investigação imediata.

A série documental “Conversations with a Killer: The John Wayne Gacy Tapes” (Netflix) usa gravações originais das entrevistas com Gacy para traçar seu perfil. O FBI mantém análises sobre o caso no FBI Records Vault.

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